quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O movimento estudantil na História do Brasil

     
A juventude sempre cumpriu – e cumpre – um papel importante na História dos povos. No Brasil, também é assim. Selecionamos alguns momentos importantes em que os estudantes organizados se posicionaram, defendendo os direitos de nossa sociedade, transformando a realidade em que viviam e contribuindo ativamente na construção de um país melhor. E fizeram História.

1710 - Quando mais de mil soldados franceses invadiram o Rio de Janeiro, uma multidão de jovens estudantes de conventos e colégios religiosos enfrentou os invasores, vencendo-os e expulsando-os.

1786 - Doze estudantes brasileiros residentes no exterior fundaram um clube secreto para lutar pela Independência do Brasil. Alguns estudantes desempenharam papel fundamental para o acontecimento da Inconfidência Mineira.

1827 - Foi fundada a primeira faculdade brasileira, a Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Este foi o primeiro passo para o desenvolvimento do movimento estudantil, que logo integrou as campanhas pela Abolição da Escravatura e pela Proclamação da República.

1897 - Estudantes da Faculdade de Direito da Bahia divulgaram, através de um documento escrito, as atrocidades ocorridas em Canudos (BA).

1901 - Fundação da Federação de Estudantes Brasileiros, que iniciou o processo de organização dos estudantes em entidades representativas.

1914 - Estudantes tiveram participação significativa na Campanha Civilista de Rui Barbosa ocorrida em meados do século XX, e na Campanha Nacionalista de Olavo Bilac, promovida durante a 1ª Guerra Mundial.

1932 - A morte de quatro estudantes (MMDC – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) inspirou a revolta que eclodiu na insurreição de São Paulo contra o Governo Central (Revolução Constitucionalista).

1937 - Criação da União Nacional dos Estudantes (UNE), a entidade brasileira representativa dos estudantes universitários.

1952 - Primeiro Congresso Interamericano de Estudantes, no qual se organizou a campanha pela criação da Petrobrás – “O Petróleo é Nosso”.

1963/64 - Os estudantes foram responsáveis por um dos mais importantes momentos de agitação cultural da história do país. Era a época do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, que produziu filmes, peças de teatro, músicas, livros e teve uma influência, que perdura até os dias de hoje, sobre toda uma geração.

1964 - Em 1º de abril, o Golpe Militar derrubou o presidente João Goulart. A partir daí foi instituída a ditadura militar no Brasil, que durou até o ano de 1985. Neste período as eleições eram indiretas, sem participação direta da população no processo de escolha de presidente e outros representantes políticos.

     Os estudantes formavam uma resistência contra o regime militar, expressando-se por meio de jornais clandestinos, músicas e manifestações, apesar da intensa repressão.

1968 - Em março, morre o estudante Edson Luís, assassinado por policiais no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. No congresso da UNE, em Ibiúna, os estudantes reuniram-se para discutir alternativas à ditadura militar. Houve invasão da polícia, muitos estudantes foram presos, mortos ou desapareceram, evidenciando a repressão e a restrição à liberdade de expressão que eram características desse período. Em junho deste ano ocorre a passeata dos Cem Mil, que reuniu artistas, estudantes, jornalistas e a população em geral, em manifesto contra os abusos dos militares.

     Em dezembro, durante o governo do general Arthur da Costa e Silva, foi assinado e decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5) que cassou a liberdade individual, acabando com a garantia de Habeas Corpus da população.

     O que é HABEAS CORPUS? É o instrumento de defesa contra atos arbitrários que ferem o direito de ir e vir de cada indivíduo.

1979 - As entidades estudantis começam a ser reativadas. Acontece a primeira eleição por voto direto na história da UNE, quando é eleito o presidente baiano Rui César Costa e Silva.

1984 - “1,2,3,4,5 mil. Queremos eleger o presidente do Brasil!!!” Diretas Já! – movimento da população, com participação fundamental dos estudantes e dos políticos progressistas, para a volta das eleições diretas para presidente no Brasil. O congresso votou a favor das eleições indiretas e Tancredo Neves foi nomeado presidente para o próximo mandato (a partir de 1985). Ficou decidido que as próximas eleições, em 1989, seriam diretas. Depois de 34 anos de eleições indiretas Fernando Collor de Melo é eleito presidente.

1992 - Acontecem sucessivas manifestações nas ruas contra a corrupção no governo dando início ao movimento de estudantes chamado Caras Pintadas, que resultou no Impeachment do então Presidente da República, Fernando Collor de Melo.

     O que é IMPEACHMENT? É a cassação do mandato do presidente – ou outro cargo executivo – por razões de conduta que não estejam de acordo com a lei.


Fonte: Caderno Grêmio em Forma, do Instituto Sou da Paz.
Site:
http://www.soudapaz.org/



A "UBES" NA HISTÓRIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL



A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) representa os estudantes de  Ensinos Fundamental, Médio, Técnico, Profissionalizante e Pré-Vestibular do Brasil. Reúne grêmios das escolas públicas e privadas, além das “EE” (entidades estaduais) e municipais do movimento estudantil secundaristas.

Nas décadas de 30 e 40, já se via o inicio da organização dos estudantes secundaristas em diversas localidades do país, com o intuito de ter mudanças na situação da educação brasileira. Esses grupos surgiram dentro das escolas, nos grêmios estudantis, foi um bom momento para o movimento estudantil, pois o numero de estudantes estava crescendo graças a grande quantidade de escolas que estavam sendo construídas, com isso aumentava também o numero de estudantes com participação na vida política do país, que precisava ser organizado, esses grupos eram conhecidos como liceus.
25 de julho do ano de 1948, foi fundada a UBES, no 1º congresso de estudantes secundaristas, que foi realizado em no rio de janeiro, no inicio de sua construção a UBES passou por um momento cauteloso para os movimentos sócias, pois era o fim da era Vargas, Na década de 60, nos governos Jânio Quadros e João Goulart, os estudantes passaram a fazer parte da  Frente de Mobilização Popular, que envolvia outros movimentos sociais brasileiros.A UBES  ficou um pouco abalada após o inicio do golpe militar. Em 1964, a sede da UBES e da UNE, que funcionavam no mesmo prédio, na praia do Flamengo, foi e incendiada. Os grandes quadros estudantis foram perseguidos Vários dos militantes dos movimentos estudantis fugiram para não serem mortos nem torturados, ou foram expulsos, mesmo, contudo essa perseguição, a UBES continuou a se organizar, onde os estudantes secundaristas, se aliaram com os universitários mais uma vez, para lutar pela democracia,. O movimento estudantil continuou dentro das escolas, com os grêmios e estudantes, com grandes e diversas passeatas e manifestações. Houve uma grande luta contra o acordo MEC com USAID, instituição norte-americana que iria intervir diretamente nas mudanças e na educação no nosso país.

POR: Ruan Philippe

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